quinta-feira, 2 de junho de 2011

Jardim Koishikawa Kōrakuen

Este é um dos três mais importantes jardins do Japão. Começou a ser construído por um Senhor Feudal no século XVII e tem fortes influências chinesas, uma vez que foi planeado pelo chinês exilado Zhu Shun. Deve o seu nome ao lema "Kōraku-en", ou seja, "sê o primeiro a sofrer com os problemas do mundo; sê o último a apreciar os prazeres do mundo".

É um jardim fantástico, o primeiro do Japão com grandes áreas de relvado. Conta ainda com a representação de diferentes paisagens em miniatura, como:
- Rozan, uma famosa montanha chinesa;
- O rio japonês Kiso.

Entrada do Jardim
Representação de Rozan

Ponte vermelha - esta cor é utilizada para contrastar com o verde da vegetação e o azul do céu. RGB Power :)


Miniatura do Rio Kiso
Lírios de várias cores ao longo do "Rio Kiso"


quarta-feira, 1 de junho de 2011

De volta a Tokyo & Zoo de Ueno

Depois de voltarmos a Tokyo, no primeiro fim-de-semana demos um saltinho ao Zoo, onde já queríamos ir antes. No entanto, como o nosso colega espanhol Iker nos tinha dito que o Panda Gigante (maior atracção) tinha morrido, fomos adiando...

Entretanto, durante a nossa estadia em Portugal, vieram dois novos Pandas Gigantes para o Jardim Zoológico de Ueno. Assim, lá fomos nós!

É um Jardim Zoológico bastante grande, onde disponibilizam habitats muito bem construídos e óptimas condições para os visitantes, dado que é possível ver muito bem os animais. Uma outra condição muito favorável e apelativa é o preço: 600 yens (menos de 6 euros) para os adultos e...entrada gratuita para as crianças. Não admira que esteja sempre cheio!

À Entrada do Zoo, o "Bonequinho" típico japonês!
O Faisão do Eduardo (Ed, esta é para ti! :P)

Pássaro Secretário
Merenda do Zoo a.k.a. Caixa de massa. Nham Nham!
Cegonha-Bico-de-Sapato

Fila para ver os Pandas (parte dela)...
Panda Gigante

terça-feira, 24 de maio de 2011

Hong Kong

Para voltarmos a Lisboa, tínhamos de apanhar um voo de Hong Kong, com escala em Istambul. Assim, visto que estávamos em Macau, foi simples chegar a Hong Kong: existem Ferrys de 15 em 15 minutos entre as duas cidades. Dada a falta de charme de Macau, o fácil acesso a este local deve-se à quantidade astronómica de Casinos onde os Chineses mais abastados aproveitam para gastar as suas fortunas, já que é o jogo é proibido no resto da China.


Uma vez em Hong Kong, com uma tarde para conhecer a cidade, rapidamente reparámos na influência britânica (os ingleses entregaram Hong Kong à China em 1997, pouco antes de nós entregarmos Macau (1999)).


Muito menos ingleses são os inúmeros arranha-céus presentes em toda a cidade.


Apesar dos elementos britânicos e dos arranha-céus, há sempre espaço para a religião: encontrámos um pitoresco templo budista encaixado no meio dos prédios:


Ao anoitecer, e para termos uma vista panorâmica sobre o espectáculo de luzes que é Hong Kong, fomos a uma das principais atracções: o Peak Tram. Trata-se de um funicular que sobe uma das encostas íngremes da cidade, com uma extensão de 1.4 km e uma diferença de altura de 400 metros, com uma inclinação que varia dos 4 aos 27 graus. Confirmamos que é impressionante!

Linha do Peak Tram (não temos fotos melhores do Funicular em si...)

Finalmente apanhámos um comboio para o aeroporto. Este aeroporto é simplesmente um dos maiores que já vimos - tão grande que, devido ao tempo que demorámos a chegar à porta de embarque, tínhamos assistentes de voo à nossa procura, que nos mandaram correr para apanhar o voo!...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Macau

Depois das consequências do sismo em Fukushima, e para evitar problemas e preocupações relacionados com a questão da central nuclear, decidimos voltar a Portugal. No entanto, toda a gente teve a mesma ideia (porque será? :) ) e os voos estavam, além de lotados, caríssimos. Só para terem ideia, um voo (de ida e volta) custa normalmente cerca de 800euros e, nesta altura, só o voo de regresso, custava 6000euros. Pouca coisa...

Assim sendo, e depois de alguma pesquisa, decidimos voltar a Portugal via Macau. Chegamos à noite ao Aeroporto de Macau, e porque vínhamos do Japão, fomos verificados, junto com os restantes passageiros do nosso voo, através de contadores Geiger. Embora tenha sido um pouco assustador (tipo documentário de Chernobyl ao vivo), felizmente ninguém teve problemas quanto à radioactividade.

Depois de uma noite tranquila no Hotel Sun-Sun, saímos para almoçar e, claro, aproveitar o facto de que o voo de regresso a Portugal era apenas no dia seguinte, para passear e conhecer. Assim, os dois estrangeiros esfomeados que dormiram até tarde entraram no primeiro "Estabelecimento de Comidas" (é assim que eles lhes chamam)...


... que encontraram e pagaram uma fortuna pelo almoço: 15 Patacas, o que corresponde à avultada quantia de 1.29 euros. Arruinámos-nos mas tivemos direito a estas belas cornucópias:

 

 Uma vez nutridos, seguimos o percurso correspondente ao Património Mundial que tínhamos num panfleto que nos deram no hotel e deparámo-nos com edifícios de forte influência portuguesa, além de repararmos nas bilingues paragens de autocarro e tabuletas nas ruas que nos fizeram sentir um pouco mais perto de casa.
No entanto, este sentimento foi apenas um sentimento. Não encontrámos um único macaense que entendesse ou falasse português.

 
 
 

Uma das atracções que mais nos agradaram em Macau foi o templo budista A-Ma. Trata-se de um complexo que ocupa uma colina rochosa, tendo sido construído na mesma. No fundo, o templo acaba por estar integrado na rocha.

 
 
 
 

Infelizmente, não é tudo assim em Macau. Muitos prédios de habitação estão bastante deteriorados (como o Gonçalo diz, "barracas em ponto grande") e têm grades a libertar ferrugem nas janelas desde o rés-do-chão até ao piso mais elevado, mesmo que este seja o vigésimo andar!... Isto faz com que as ruas tenham um ar feio, sujo e gasto.


 

Durante os nossos passeios, encontrámos alguns petiscos peculiares - por exemplo, é muito frequente encontrar tentativas (não muito bem sucedidas ou mesmo falhadas) do nosso Pastel de Nata. Além disso, fazem-se uns cozinhados "duvidosos" nas ruas de Macau, que consistem em colocar num estranho caldo todo o tipo de ingredientes, desde cogumelos e batatas a tripas de animais desconhecidos! Apesar de partilhar o caldo com as tripas, o Gonçalo quis uns cogumelos cozinhados desta forma... Duas vezes! ("E estavam "muita" bons, embora depois o cheiro do caldo............")

 


Esta cidade é conhecida pela grande quantidade de casinos. Como era tarde, jantámos num (lembram-se quão barata e a comida em Macau? Mesmo sendo cerca de 10 vezes mais cara uma refeição num casino, mesmo assim era barato). Aqui provámos o pior Ramen até à altura e uma sandes com língua fatiada (é claro que a língua ficou de lado!), seguindo para a visita do maior casino: o Casino Grande Lisboa.

 
 
 

Embora ainda estivéssemos numa zona da Ásia relativamente perto do Japão, já se sentiam bastantes diferenças, não só a nível arquitectónico, mas também a nível cultural, reflectindo-se numa menor simpatia e civismo.